Trégua

Hoje é dia 7 de setembro, dia da independência do Brasil, mas eu bem que gostaria que fosse o dia da trégua.

Se você me companha nas redes sociais, já sabe em quem eu vou votar. Minha ideologia política está bem clara nessas eleições, mas está longe de feliz.

Todos nós sabemos que ontem o Jair Bolsonaro foi esfaqueado e eu não fiquei feliz por isso. Não comemoro a situação dele, por mais que eu quisesse vê-lo fora da disputa. Eu comemorei sim o indeferimento da candidatura do Anthony Garotinho pelo TRE-RJ, e a rejeição do recurso do ministro Cesar de Mello da candidatura do Lula.

Comemorei por ainda acreditar nas instituições democráticas do nosso país.

Por mais que haja contaminação, corrupção. Mas se eu não acreditar nelas, o que me resta é esfaquear alguém em público por discordar de suas ideologias.

Não. Não é isso que eu quero para o meu país.

Quero que o Bolsonaro tenha o livre direito de discordar de mim. Da mesma forma que eu dele. Enaltecer quem o esfaqueou é tão crime quanto quem pensou em levar uma faca para rua e por fim na sua discordância.

Assim como também é crime, espalhar mais ódio. Não foi armado só porque você discorda dele.

Por isso eu levanto a bandeira branca.

Acabamos de ver a nossa história se incendiar diante dos nossos olhos impotentes e tudo pode ruir ainda mais se não mudarmos.

Se continuarmos assim, o que restará do nosso futuro é caos, violência e intolerância.

Eu só quero Paz.

Escolha de Sofia

Prometi pra mim mesmo que não falaria mais sobre o assunto desde que o 1º turno terminou, mas eu pensei melhor, e com a ajuda

É melhor “Jair se acostumando”

Se o resultado das urnas refletirem as recentes pesquisas, essa expressão do título desse texto, tão citada para quem defendia Bolsonaro como argumento final em

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